Está condenado! Está consumado!

A condenação de Jesus Cristo, entregue à morte de cruz pelos próprios judeus, tendo o apoio de alguns sacerdotes e do próprio povo, é uma das narrativas bíblicas que talvez traga mais impacto para aqueles e aquelas que iniciam a caminhada cristã. Dias desses, conversando com uma pré-adolescente, ela mencionou que não entendia tal traição de pessoas que deveriam acreditar na palavra de Jesus, de que ele é o Filho de Deus. Nossa conversa se estendeu em tantas outras coisas que às vezes nos deixa perplexas. Talvez hoje, se Cristo estivesse aqui, muitas coisas infelizmente iriam se repetir com a mesma intensidade.

A história da morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, talvez seja a mais contada e cantada pela tradição cristã, seguida talvez apenas pelo nascimento do Menino. Tenho o privilégio de acompanhar um grupo da igreja para assistirmos juntos ao Auto da Páscoa, encenação realizada pela Igreja da Cidade, uma comunidade cristã na cidade de São José dos Campos.  Estive outras vezes assistindo essa mesma apresentação, e não tem como não sairmos emocionados, pensando obviamente que Cristo a morte venceu, mas que antes de vence-la; sofreu, padeceu e foi humilhado.

Penso no que adianta se nos sensibilizarmos apenas por esses dias, nos quais o calendário litúrgico nos proporciona uma revisitação às leituras? O que poderíamos realizar no decorrer dos outros dias? O tempo parece correr contra nós mesmos.

 Nesse momento, lembro das palavras de Jesus: Eli, Eli  Lamá Sabactâni, foi a sua expressão na hora do sofrimento.

Ao ver o sofrimento de tantas pessoas, grupos religiosos como foi o ataque no Egito no último domingo de Ramos, talvez algum acontecimento bem mais perto de nós, como atrocidades com quaisquer tipos de violências às crianças, homens e mulheres, nosso clamor seja: Deus Meu! Não nos abandone por favor! Onde estás ó Deus!  Senhor, o que fazer mediante notícias que revelam líderes do nosso país que nos envergonham com tantas corrupções? Enquanto não entendo muitas questões, parece-me que para esses últimos, a palavra condenação e está consumado, seria melhor empregada.  Mas como aprendo a não julgar, peço perdão ao Senhor, nesse sentido.

Continuo minha conversa não só com os adolescentes, mas com aqueles e aquelas que acreditam que um mundo melhor ainda é possível, e o que podemos contribuir para isso, começa a continuarmos confiando de   que o pouco que fazemos para que sinais de vida possam sobressair à sinais de morte, são sinalizações de que Cristo conosco está. Como nos diz o hino: “ Conosco estás, ensina-nos a viver”

 

Abraço fraterno.

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